Fentifumo mobiliza sindicatos para o enfrentamento à pandemia

Santa Cruz do Sul – A Federação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo e Afins (Fentifumo) esteve reunida com as lideranças sindicais nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, para o alinhamento estratégico das ações para o ano de 2021. Com o avanço dos casos de contaminação com o coronavírus, e as medidas restritivas adotadas especialmente no Sul do Brasil, as entidades foram convocadas as acompanhar de perto as medidas adotadas, para que a Fentifumo possa intervir em defesa dos trabalhadores, caso seja necessário.
O presidente da Federação Gualter Baptista Júnior explica que as medidas de distanciamento para o controle do avanço da pandemia da Covid-19 – necessárias à preservação da vida – poderão repercutir em novas decisões que impactem nos empregos dos trabalhadores. “Ao exemplo do que já acontece, com um retardamento da contratação dos safreiros do tabaco em várias unidades fabris, reduções de jornada, ou até mesmo outras medidas podem afetar a categoria ali na frente”, projeta.
Baptista Júnior diz que este alinhamento com os sindicatos filiados ajudará em uma possível tomada de decisão ou estratégia, que neste caso será encampada pela Fentifumo, para a proteção dos trabalhadores, que somam mais de 40 mil em todo o país. “Queremos criar um engajamento uniforme entre a federação e os sindicatos, para seguirmos na manutenção da empregabilidade em nosso segmento.”
Além das visitas aos sindicatos, a Fentifumo liderou a negociação salarial entre a unidade da BAT Brasil (ex-Souza Cruz) em Cachoeirinha e o sindicato local, para o reajuste dos trabalhadores. O reajuste ficou em 100% do repasse do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado nos últimos 12 meses em fevereiro. O percentual ainda não foi divulgado, no entanto, deverá ficar acima dos 5,35% de janeiro. “Mesmo em um cenário de incerteza conseguimos ampliar a margem, pois a empresa queria oferecer apenas 80% do índice. Além disso, garantimos um reajuste de 9% no vale-alimentação, passando de R$ 220,00 para R$ 240,00”, salienta o presidente da Fentifumo.

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